segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem com a crônica " Avestruz", de Mario Prata. 7º ano / 6ª série.

Tempo previsto: 5 aulas

Antes da leitura: levantamento dos conhecimentos prévios:

Neste primeiro momento, pergunta-se aos alunos se eles já viram algum avestruz; se possuem algum animal de estimação, como também se já ouviram a expressão "Fulano tem estômago de avestruz".É o momento também de retomar o conceito do gênero crônica com os alunos.

Durante a leitura:

Questionar se os alunos sabem o motivo de o nome científico do avestruz aparecer em latim , bem como se eles conseguem inferir o significado das palavras desconhecidas pelo contexto.

Depois da leitura:

1) Atividade de interpretação de texto:
  • Localização das características físicas e comportamentais do avestruz.
  • Qual o motivo de o garoto ter desistido de ter um avestruz?
  • Que outros animais o garoto escolheu?
2) Roda de conversa, levantando-se as seguintes questões:
  • Você acha normal a atitude do menino?
  • O que você acha que os pais devem fazer neste caso?
Lembrando que esta será uma oportunidade de se discutir com eles a questão da imposição de limites que deve ser dada pelos pais aos seus filhos.

3) Produção escrita:

 Sugestões: Produzir um texto em que o avestruz seja o narrador e queira se mudar para a cidade ou uma nova crônica que retratate outros animais inusitados sendo criados como animais de estimação.

Recursos para ampliar a perspectiva de compreensão do aluno para compreensão do tema:

Como sugestão, os alunos poderão ver vídeos que mostram a criação de avestruzes, ouvir a música "Avestruz", dos compositores  Dé di Paula e Zé Henrique, disponível em : www. vagalume.com.br e ainda ler o livro" A História de Cândido Urbano Urubu", de Carlos Eduardo Novaes, com ilustrações de Vilmar Rodrigues.




Nesta obra,Carlos Eduardo Novaes conta a história do urubu Candido que deseja se tornar humano.Para tanto, ele decide se mudar do campo e enfrentar a vida urbana, tenta até ser ator de cinema!
Apesar de ser um livro infanto-juvenil, o livro agrada também aos adultos. Nele, o autor aborda temas como preconceito, desmatamento desenfreado e junto com ele o avanço das grandes metrópoles, a pobreza, entre outros. Assim, acaba fazendo uma crítica social às atitudes do ser humano e da sociedade em geral.

Membros do grupo que participaram da elaboração desta Situação de Aprendizagem:


  • Patrícia Silva Carvalho
  • Márcia Maria G. Marques
  • Luciana de Pontes Soeiro
  • Renata C. S. Guerra

domingo, 9 de junho de 2013

O blog "Vivi e Escrevi" foi criado como parte integrante das atividades do curso "Melhor Gestão, Melhor Ensino", oferecido pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Escola de Formação de Professores Paulo Renato Costa Souza, por meio do Ambiente Virtual AVA- EFAP. 


Experiências de Leitura

Como tudo começou...

Quando eu tinha seis anos, meu pai contava histórias para mim.
Só que chegou um momento em que ele não tinha mais histórias para me contar, então resolveu comprar livros para eu ler.
Eram os clássicos infantis: Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão, Os Três Porquinhos, entre outros.
Havia também coletâneas com os contos de Andersen, Grimm e Perrault, que reuniam vários contos de fadas, como alguns que eu acabei de citar.
Além disso, cada livro era de um jeito, cada qual com uma capa diferente da outra, bem como as ilustrações. Eu tinha um carinho especial pelos que eram em 3D, eles traziam consigo uma certa magia e muitas vezes eu os deixava abertos para enfeitar a mesa do jantar.Era só amarrar a capa da frente à capa de trás, fazer um laço com a fitinha que vinha junto com o livro e lá estava ele, servindo de enfeite e encantando até os adultos que vinham em casa.
Mais tarde, já na escola, nós também líamos muito: era 1 livro por bimestre. Fazíamos então uma ficha de leitura e uma avaliação sobre ele.
Alguns eu gostava mais, outros menos,claro.
Logo, toda essa experiência precoce com a leitura, acabou me favorecendo quando tínhamos de fazer alguma produção escrita.
Tanto que ganhei um concurso de redação da escola por duas vezes; fiquei em 3º lugar quando estava na 6ª série e primeiro quando estava na 8ª.
E devo dizer que essas conquistas formam muito importantes para elevar e minha auto-estima como estudante, pois até então, eu não via nenhum potencial em mim, por conta da dificuldade que eu tinha em matemática. Isso me fazia acreditar que eu não era uma boa aluna.
Porém, a partir da valorização das minhas produções escritas, eu passei a ter mais confiança em mim mesma e isso me ajudou também a me empenhar mais nas outras matérias.

(Patrícia Silva Carvalho)




Tradição oral

Eu, não tive incentivo para a leitura, pois nasci na roça e meus pais , apesar de não serem analfabetos não tinham conhecimento da importância do ato de ler. As salas de aula eram mescladas ( 1ª a 4ª séries juntas). O acesso aos livros era praticamente inexistente. As historias que nos eram contadas foram de tradição oral.   

( Maria Emília Ferreira)

Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.